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  • Foto do escritorAna Lúcia Rafael

Tecnologia e relacionamentos: você tem investido no seu relacionamento intrapessoal e interpessoal ou somente nos relacionamentos virtuais?

Uma pergunta necessária e muito pertinente nos dias de hoje: você tem investido no seu relacionamento intrapessoal e interpessoal ou somente nos relacionamentos virtuais?

Se por um lado a tecnologia veio para nos ajudar, nas mais variadas tarefas diárias, por outro, há também um certo descontrole por parte das pessoas, que acabam ficando “presas” por essa mesma tecnologia. 

Assim, minimizam a importância do diálogo olho no olho, da convivência e da colaboração. Como obter o equilíbrio e investir mais nos relacionamentos intrapessoais e interpessoais?


Tecnologia e relacionamentos: a chave é a busca do equilíbrio

Não há dúvidas de que a tecnologia facilita demais nossa rotina, ajudando-nos a economizar tempo. 

Uma infinidade de benefícios como conexões e parcerias, antes praticamente inviáveis, hoje são possíveis em questão de poucos segundos. Ou seja, a  tecnologia veio para ajudar, em todos os setores e aspectos da vida. 

Porém, há um contraponto: passamos a nos ocupar mais e mais, a divisão do tempo entre lazer, trabalho e descanso está se tornando caótica. O que fazer diante dessa realidade?

Certamente, a chave é a busca do equilíbrio.


Certamente, é algo fundamental a realização de um ajuste, em relação a tantas mudanças no que se refere ao uso da tecnologia que foi intensificado com a pandemia.

De fato, a comunicação entre as pessoas cresceu muito, mas não podemos nos esquecer que a base de um bom diálogo e boa comunicação inclui a comunicação verbal e não verbal, o que implica sobretudo, a presença física.

Quantas vezes não temos notícias, ou até mesmo pode ter acontecido conosco, que por meio de uma troca de mensagens, em poucos cliques ou toques, uma amizade é desfeita, sem que haja a presença física, o “coração com coração”? É algo bem negativo, não concorda?


O sociólogo e filósofo polonês, Zygmunt Bauman., afirma que vivemos em tempos líquidos, onde nada foi feito para durar. 

Quando você observa as pessoas às sua volta, você se pergunta se, de fato, elas estão mais felizes?? A resposta é não. Basta observarmos as estatísticas que mostram o quanto o índice de suicídio tem aumentado muito e a depressão também. 

Não há como negar: o ser humano necessita de relacionamentos seguros para uma melhor qualidade de vida.


Investir nos relacionamentos é a solução. Isso inclui primeiramente, investir no relacionamento da pessoa com ela mesma. Ou seja, é algo fundamental ser uma boa companhia para si mesmo.

Temos o conhecimento que o ser humano é sociável, certo? Dessa forma, se faz urgentemente necessário refletir sobre o fato de ser antinatural o que está acontecendo com a sociedade atual. Afinal, o uso excessivo da tecnologia tem sido desrespeitoso no trabalho, escola e família.

Para te ajudar nessa reflexão e identificar se você está investindo no seu relacionamento intrapessoal e interpessoal ou somente nos relacionamentos virtuais, deixarei alguns questionamentos abaixo:

1 – Observe quanto tempo tem usado a tecnologia quando está sozinho? Realmente é necessário? Tem feito isso para não ouvir seus pensamentos e /ou aflições?

2 – Tem relacionamentos íntimos com as pessoas, fala sobre sua vida? Conversa com as pessoas? Faz ligações por vídeo? Quem seria seu melhor amigo(a)?

3 – Experimente ficar uma hora longe do celular/Ipad e veja como se sente. Consegue?

4 – As pessoas costumam comentar ou reclamar que está sempre ocupado com a tecnologia?

5 – Se sente à vontade perto das pessoas ou prefere se comunicar via tecnologia?

Lembre-se: todo relacionamento demanda tempo de qualidade para se manter saudável, é preciso ouvir e ser ouvido, se sentir importante, incluído na vida do outro. A tecnologia pode até ajudar em muitos casos, porém é como a diferença entre o veneno e o antídoto: o que muda é a dose. Já pensou nisso?




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